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riscos_e_rabiscos

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Um mal nunca vem só.

É verdade. Não sei se tem medo de andar sozinho mas o facto é que a seguir a um mal, geralmente, sucede-se outro.

 

Depois da aventura de ontem que me deixou de nervos em franja, só me faltava mesmo ser brindada com uma crise de alergia.

Acordei aflitíssima da rinite alérgica. Ataquei logo com toda a medicação possível mas custou a acalmar. A minha vontade, hoje, era ficar em casa sem mexer um músculo mas não me fiz a vontade.

 

A minha sorte é que as crianças estavam em modo "bem comportado" e a coisa correu bem. É que nem fôlego tinha para levantar a voz caso fosse preciso.

 

Estou abananada, com dores laterais na língua (eram muito mais bem empregues nas línguas de muita gentinha que anda por aí a dizer baboseiras) e dores no corpo de tanto espirrar. O meu nariz parece que está em obras e os olhos estão todos vermelhuscos. Até a pele fica ressequida. 

 

Estou a pensar seriamente em começar a usar uma mola no nariz assim que a Primavera começar. Parece-me um bom método natural de prevenção. Que acham?

 

Ah mas se estas coisas todas são para pôr à prova a minha boa disposição e energia positiva... Desistam! O vosso objectivo não está a ser conseguido!!!

 

E para terminar mais uma jornada de trabalho com o sentido de objectivo cumprido e com um sorriso no rosto, nada melhor do que chegar a casa ainda de dia e com o sol a espreitar!

 

E quase foi uma desgraça.

A minha mãe teve de ir ao hospital fazer umas análises e já chegou tarde a casa. Mas como é mais teimosa do que uma mula, teve ainda de ir fazer uma compras à rua antes do almoço. É claro que o almoço ficou logo todo atrasado. Eu até podia ter feito o almoço se ela me tivesse dito o que era. Mas não disse e eu tenho de "cumprir as ordens" dela (as vossas mães também devem ser assim, não?). 

 

Chegou às pressas, fez tudo à sua maneira e a determinada altura, ouve-se um estardalhaço de tachos e só a oiço gritar "entornei água quente em cima de mim". Pensei logo no pior cenário. Fui a correr ver o que tinha acontecido e como ela estava. 

 

Deparei-me com ela agarrada às camisolas que afastou da barriga e o tacho entornado no chão. Os fogões mais tradicionais têm as grelhas arredondadas na ponta e ela, ao colocar o peixe que ia cozer dentro do tacho com a água a ferver, deixou cair aquilo tudo e derramou a água para cima de si. Ficou com a zona do estomago toda vermelha e com bolhas e só não ficou pior porque ela tirou a roupa encharcada de água quente de cima da pele afectada imediatamente. E so não queimou os pés todos, que foi onde caiu a maior parte da água, porque estava de botas calçadas!

 

Nem vos digo, foi cá um susto que até fiquei mal disposta e cheia de dores de cabeça. Tratei logo de lhe por água fria na zona queimada e depois bepantene para queimaduras. E no fim ainda foi fazer um curativo à farmácia. :S

 

Mas que falta de respeito!!!

Quatro e vinte sete da madrugada. Acordo com uma barulheira descomunal, que se devia ouvir em toda a rua e que ecoava por todo o prédio, de uma conversa sobre qualquer coisa de Angola.  

 

Não percebi imediatamente o que se passava porque estava estremunhada do sono. Podia até ser um maluco qualquer com o rádio em altos berros na rua. Só então comecei a perceber que o barulho vinha por cima de mim, da minha vizinha de cima. A princípio até pensei que tivesse colocado a aparelhagem para despertar e que aquilo iria parar rapidamente. Mas não. Esperei que aquele barulho infernal terminasse, o que não aconteceu.

 

Chateada com o que se estava a passar e cheia de sono, resolvi vestir o robe e ir lá acima bater à porta para pedir que baixasse o volume. Subi as escadas e toquei à campainha. A minha vizinha desliga a aparelhagem com o som no máximo, abre-me a porta e desata a falar em altos berros. Eu fiquei abismada! É que eu que eu nem consegui dizer nada.

 

Segundo ela, há alguém que põe a máquina de lavar roupa de madrugada e ela ouve esse barulho e não consegue dormir. Por isso, esta noite, pôs a aparelhagem desta maneira para abafar o tal "som da máquina". Mas vocês nem imaginam a figura: de pijama, gadelhas no ar e um ar de psicopata descontrolada.

 

Acabei por não lhe dizer grande coisa, apenas recomendei que chamasse a polícia e que fizesse queixa à administração. E comecei a virar-lhe as costas para me vir embora. Afinal ela ia continuar aos berros, com a mesma conversa, e eu estava com sono, frio e sem vontade de acordar o resto da vizinhança.

 

Acho que a fulana fez queixa na reunião de condomínio acerca dos barulhos que só ela ouve. A impressão com que os condóminos dos prédio ficaram é que ela era doida. Na verdade, todos os barulhos que ela ouve, supostamente, nós também deveríamos ouvir. E não ouvimos. O prédio tem uma café e é natural que no silêncio da noite se oiçam os motores dos frigoríficos. Mas é fácil combater isto, basta mudar a cabeceira da cama para a parede oposta.

 

No prédio ao lado, existe uma fábrica que trabalha de noite. Há muitos anos atrás as pessoas desse prédio e as do meu, queixaram-se e mexeram-se e enquanto eles não insonorizaram a fábrica, não baixaram os braços. Portanto, o barulho também não vem daí.

 

Agora pergunto eu: que direito tem a minha vizinha de me incomodar a mim durante o sono por causa de algo que outro vizinho fez? Isto está correcto? O barulho que ela possa ouvir vindo debaixo será o ladrar do cão, que à noite é muito raro acontecer, ou a TV que não costuma estar com o som alto.

 

Fiquei mesmo chateada e já não consegui dormir grande coisa. 

Pérolas Infantis #4

Numa das minhas turmas estou a ensinar o tema da comida. e com este tema, eles aprendem a dizer o que gostam e não gostam. Na sexta-feira, dei-lhes uma ficha para que trabalhassem no fim de semana. Num dos exercícios tinham de referir alimentos que gostavam e alimentos que não gostavam.

 

Como este exercício é de carácter pessoal, pedi aos miúdos para lerem o que tinham escrito. O T. tinha o braço no ar e pedi-lhe que lesse o seu exercício.

 

Aluno: I like carrots, bananas and burgers. I don't like "pias" and hot-dogs.

 

Eu: "Pias"? Pois, realmente elas devem ser um bocadinho duras para comer...

 

A turma caiu na risada, pois está claro!

 

A seguir seguiu-se uma explicação acerca da "pia" que é sinónimo de sanita (alguns não sabiam) e mais um treino de pronúncia de "peas" (ervilhas).

 

I like peas. Peas are good to your health. They are excellent antioxidants and they have low calories. Let's eat them everyday! Hooray!

Atitude Positiva!!

 

É segunda-feira e este dia não é dos mais agradáveis da semana porque implica voltarmos à rotina, à nossa labuta diária. Mas não vamos desanimar nem ficar irritados. Só por hoje. Afinal o dia está bonito, pelo menos por aqui, a temperatura está amena e o sol sorri. 
Era melhor estarmos noutro sítio qualquer a usufruir este dia mas como não é possível para a maior parte de nós, vamos manter a atitude positiva e a boa disposição para que este dia passe depressa e da melhor maneira possível!
Have a nice Monday!
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Prova Superada!

Lembram-se do post anterior em que eu tinha terminado com a seguinte frase: 

"(...) não vou desanimar por todas estas coisas. Vou manter-me com pensamento positivo, escudar-me atrás de boa disposição e dar um sorriso ao sol." Se bem o escrevi, melhor o fiz.

 

Ora vejamos a restrospectiva diária. Acordei com uma crise alergia valente. Tomei a medicação toda e lá tratei de tudo para começar o meu primeiro dia de trabalhos após a interrupção do Carnaval. A energia positiva manteve-se apesar da moleza do antihistamínico.

 

O N. não veio mas eu mantive a alegria. Sempre posso matar as saudades via internet ou telefone. A vida assim obriga.

 

Quando fui para a escola, os "#%"#%#$ dos autocarros vieram atrasados o que me fez perder o meu segundo autocarro por segundos. Não estrebuchei nem disse mal da vida. Pensei como iria passar o tempo até que chegasse um autocarro que me levasse dali para apanhar um outro que passa perto da escola. Uma seca de vinte minutos. Beber um café pareceu-me boa ideia. E lá fui eu. Mais pensamento positivo e boa disposição, portanto. 

 

As aulas correram bem e os miúdos também estavam bem comportados. Parece-me que esta pausa lhe fez bem, que os deixou descansar e relaxar. Coloquei o meu melhor sorriso em acção.

 

Saio das aulas e quando vou a descer a rua, vejo o autocarro passar mais cedo. Saltou-me da boca um "porra, pá!" mas continuei a ser uma menina bem comportada. Levei a coisa na deposrtiva mesmo sabendo que, de certeza, iria ter uma seca descomunal. Como pude comprovar mais à frente. O autocarro que eu apanhei passou e-xac-ta-men-te uma hora depois de eu ter saído das aulas.

À conta de estar sempre a olhar para o lado ansiosa de vislumbrar o recorte do autocarro no horizonte, apanhei uma valente dor de pescoço. E como um mal nunca vem só, a minha amiga enxaqueca resolveu vir fazer companhia à dor de pescoço. Mas nem isto me deitou abaixo.

 

Por isso, por hoje posso dizer que a energia positiva e a boa disposição estiveram do meu lado. E para lhe fazer companhia, pus um belo sorriso nos lábios.

 

 

Let's smile!

E já estamos outra vez na sexta-feira. E pra mim significa o primeiro dia de trabalho desta semana. Esta interrupção lectiva teve o seu lado positivo (tive o meu N. comigo, coloquei o trabalho em dia e acabei de ver os meus testes) mas por outro não tem graça absolutamente nenhuma.  

 

Financeiramente falando, este mês já é mais curto e como não trabalhei dois dias, o ordenado deste mês vai ser uma miséria. Malditos recibos verdes! Grunf!

 

Este fim de semana volto a ficar all by myself. A sacana da crise lixa-me de todas as maneiras e feitios, já viram? Eu bem a tento afastar mas ela é mais teimosa do que eu, arranja sempre uma forma implacável de me ganhar.

 

Mas não vou desanimar por todas estas coisas. Vou manter-me com pensamento positivo, escudar-me atrás de boa disposição e dar um sorriso ao sol.

Arrebita, Pepper, arrebita!

Hoje tenho uns palitos nos olhos a segurar as pálpebras. Esta noite foi o sistema de rebola pra cá-rebola pra lá, ajeita a almofada, levanta e vai à casa de banho, bebe água, deita de novo e mais rebola pra cá-rebola pra lá.

 

Que noite tão terrível e parva. Não bebi café à noite, não tive nada que me chateasse e afinal porque é que o sono não vinha? Não me digam que foi por "estranhar a cama"... mas esta cama também é minha! Ó corpinho, vê lá se te deixas dessas frescuras e tu, menino sono, vê lá se vens ter comigo mais cedo senão cortamos relações! Ai...!

 

Mas pra estes dias há sempre uma solução eficaz, e não, não é café! Junta-se uma criança a um cão sempre ansioso por brincar et voilá...! É uma alegria, até anda tudo pelos ares! Não há moleza ou soneira que tenha oportunidade de se instalar à socapa. 

 

Hoje tenho cá a minha B. que se ri a bandeiras despregadas com o Bóbi e as suas tonteiras e ele que é um fartote de rir pois desata a fazer gracinhas para animar o pessoal e fazer a B. explodir em sonoras gargalhadas. Isto hoje promete! 

 

Moleza? Sono? Qual quê...! Arrebita, Pepper, arrebita!

De volta!

Após um período de interregno em que andei a brincar ao Carnaval, cá estou eu de volta de novo. Tenho que vos confessar que fui passear até ao Carnaval de Veneza e também fui sambar até às terras de Vera Cruz para assistir aos desfiles no Sambódromo.

Diverti-me imenso e usei uma máscara linda de morrer. Eu, o meu N. e até o Pimentinha, claro está!

 

Lamento informar mas nada disto é verdade! :) Na realidade, fui raptada pelo meu príncipe encantado e pelo seu fiel escudeiro que me levaram para o nosso castelo altaneiro.

 

O N. teve a sorte de poder usufruir da segunda-feira e só hoje partiu. Acabaram por ser uns dias de descanso. Ele merece e eu também, embora o cansaço dele não tenha nada a ver com o meu, não é?

 

Notei que este ano o Carnaval aqui na minha zona esteve muito apagado. A não ser nos desfiles realizados pelas escolas, não vi crianças mascaradas a passear orgulhoamente os seus disfarces e nem gente bem disposta pelas ruas. Antes pelo contrário, apesar do sol maravilhoso, da excelente temperatura que convidava a dar um passeio pelas ruas e parques, não se via ninguém, as ruas andavam desertas. E nem vi os habituais disparates que me fazem detestar o Carnaval, que é o caso das farinhas, ovos e mais recentemente, os balões de água. Não vi em pessoas e nem no chão. Será isto o reflexo da crise que nos afecta? Ou será que as mentes sociais já tomaram consciência que estas brincadeiras não têm graça nenhuma?

 

Anyway, estes dias souberam-me a cerejas acabadinhas de nascer, vermelhas, aromáticas e doces! E por falar nisto, a minha horta na varanda tem habitantes novos”… depois mostro!

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